Como trabalhamos
Software criado com agentes, pela ordem certa. Cinco passos, sempre os mesmos, e três coisas que ficam com as pessoas.
01Conversa e spec curta
Começamos por perguntar até não restarem dúvidas: o que conta como feito, o que fica de fora, o que não pode mudar. O resultado é uma especificação de uma ou duas páginas, com as decisões fechadas. Uma spec com perguntas em aberto não vai para implementação.
02Plano executável
A spec vira um plano de tarefas pequenas. Cada tarefa diz que ficheiros toca, que teste a prova e como se verifica. Quem lê o plano sem contexto consegue executá-lo.
03Execução por agentes, com registo
Os agentes seguem o plano tarefa a tarefa: escrevem o teste, vêem-no falhar, escrevem o mínimo que o faz passar, fazem commit. Os desvios ao plano ficam registados com a razão, para quem vier depois.
04Revisão com a spec ao lado
Uma pessoa revê intenção, não sintaxe: o que está ali é o que foi pedido, nem mais nem menos? Um revisor sem contexto anterior lê o conjunto no fim, porque o autor tem pontos cegos.
05Verificação antes de concluir
«Deve funcionar» não é um estado. Antes de dizer que está feito corremos os testes, o lint, a build e, quando há interface, as capturas de ecrã e o Lighthouse. Só o que correu e passou conta.
O que fica com as pessoas
- Responsabilidade
- Quem aprova o diff é dono do diff. A revisão não se delega.
- Gosto
- Saber que uma solução é pequena demais ou grande demais. Os modelos imitam gosto; não o têm.
- Decisão
- Qual o problema que vale a pena, qual o compromisso aceitável, quando parar.